
Daqueles que não dominam sutilezas
São armas em potencial, contundentes
carregam expressas ou omitidas
O poder de ferir algoz e indistintamente
De uma racionalidade desatenta,
pequenas flechas em veneno embebidas
Daqueles que seus meandros não dominam
São capazes de destruir muitas vidas
Se usadas indevidamente trazem consigo
um instrínseco poder de destruição
Semeiam desconfiança ,dor , mágoa
Marcas indeléveis, desoladora visão
Armas brancas, de indiferença e negação
Mesmo sem confronto, fazem sangrar friamente
Ou armas de fogo, que deixam nos lábios e mãos
Vestígios de pólvora e sabor amargo de sangue
Ironicamente, as vezes são os mesmos lábios
Capazes de falar de paz, harmonia, calor
E são as mesmas mãos capazes de construir,
semear , colher vida e principalmente amor.
Nossos únicos propósitos deveriam ser "estes"
Do cerne da alma, retirar , burilar e consequentemente
das minhas, das suas e de todos nós, “entoar”
palavras que façam viver em atos de amor, sempre.